Tinnitus

Tinnitus

terça-feira, 14 de maio de 2013

Zumbido é mais percebido se for relacionado a emoções negativas

Classificado como sintoma, zumbido tem tratamento e pode ser amenizado e até curado, dependendo do caso.


Imagine ouvir um barulho que fica permanente durante as 24 horas do dia, sete dias por semana, - mesmo durante o sono, - ou faz períodos de vai e volta, com sons semelhantes a chiados, apitos, sons de cachoeira, etc. Desagradável, não é? Mas uma grande parte da população mundial sofre com esse problema, chamado de zumbido, ou tinitus.

Sintoma que afeta cerca de 28 milhões de pessoas no Brasil e 15% da população mundial, - segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), são 278 milhões de pessoas espalhadas pelo mundo que sofrem com esse problema -, caracterizado pela audição de um som constante ou que vai e volta, sem ter nenhuma relação com o ambiente, o zumbido tem mais de 200 causas conhecidas e na maioria dos casos se manifesta como um sintoma leve. Porém, alguns pacientes são atingidos por esse problema tão profundamente que sentem a sua qualidade de vida alterada, chegando a pontos em que o zumbido passa interferir no trabalho, na vida cotidiana e causando até depressão ou outros transtornos mentais.

“Ansiedade, insônia, estresse, irritação, falta de concentração, memória e atenção são alguns dos sintomas psicológicos que a pessoa pode apresentar quando o zumbido passa a afetar diretamente a vida do indivíduo,” observa Dr. Alexandre E. S. Cercal, otorrinolaringologista e membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervico-Facial.


O médico, de Curitiba – PR, comenta que quando o enfermo está em um ponto avançado do zumbido e não possui nenhuma orientação sobre o sintoma que o aflige, ele fica ainda mais estressado e ansioso para acabar de vez com o zumbido – e esses estados emocionais só fazem com que o quadro piore. “Quando o paciente consegue compreender o zumbido e aceita o tratamento, tudo fica mais fácil. Em geral, eles precisam mudar alguns hábitos e o estilo de vida”, explica o otorrinolaringologista.


O doutor lembra que o zumbido é um sintoma, portanto, ele não causa surdez, - logo, o paciente não deve ficar desesperado caso esteja com esse mal. “O indivíduo tem que manter a calma e procurar ajuda especializada. Ele precisa entender que a surdez é somente uma das causas do zumbido, - que têm mais de 200 causas conhecidas” ressalta Cercal.


Apesar de não ser possível garantir que o zumbido não vá aparecer, dá para prevenir algumas das causas. Por exemplo, se expor durante muito tempo a sons com intensidade muito alta só faz com que o zumbido piore. Outras questões, como hábitos “errados” – vício em álcool e tabaco -, alimentação errada, também podem contribuir para o surgimento ou o agravamento do zumbido.


O especialista explica que cuidar da causa do zumbido é primordial, mas que para isso pode ser necessário um tratamento específico, que pode levar tempo e médicos de diferentes áreas, desde otorrinolaringologistas à ortodontistas, fisioterapeutas e psicólogos. “Mas antes de qualquer coisa o paciente deve decidir com o seu médico qual a melhor forma de tratar esse sintoma, ponderando resultados previstos e tempo de tratamento. Às vezes, o zumbido pode ser amenizado com medicamentos (ou, às vezes, são medicamentos que o próprio paciente toma e que pioram o quadro do zumbido), correção na alimentação e demais vícios, fisioterapia, tratamento odontológico, acupuntura, entre outros”, observa.

 Serviço: Dr. Alexandre Cercal
 Otorrinolaringologista, Amah Ouvido, Nariz, Garganta e Estética da Face
 Fones: 41 3015-6001 Curitiba
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